A

Abertura de capital

Oferta pública de parcela do capital social de uma companhia, que passará a ter suas ações negociadas em mercado e distribuídas entre outros acionistas além dos que representam o controle acionário.

Somente os valores mobiliários de emissão de companhia registrada na CVM – Comissão de Valores Mobiliários podem ser negociados no mercado de valores mobiliários.

Nenhuma distribuição pública de valores mobiliários é efetivada no mercado sem prévio registro na CVM.

Ação

Título negociável, que representa a menor parcela em que se divide o capital de uma sociedade anônima.

Ação 1ª linha

Em geral, ações de empresas tradicionais e de grande porte, com grande liquidez e procura no mercado de ações.

Ação 2ª linha

Ações de empresas de grande e médio porte com menor liquidez e procura no mercado de ações.

Ação cheia (com)

Ação com direitos (dividendos, juros sobre o capital, bonificação ou subscrição) não exercidos pelo titular.

Ação com valor nominal

Ação que tem um valor expresso, estabelecido pelo estatuto da companhia que a emitiu e corresponde ao valor do capital social dividido pelo número de ações emitidas.

Ação escritural

Ação para a qual não são emitidos certificados. É mantida em conta de depósito de seu titular na instituição financeira depositária, designada pela empresa que a emitiu.

Ação listada em bolsa

Ação de companhia negociada no pregão de uma bolsa de valores.

Ação nominativa

Ação que identifica o nome de seu proprietário, registrado no Livro de Registro de Ações Nominativas da empresa.

Ação-objeto

Valor mobiliário a que se refere uma opção.

Ação ordinária

Ação que confere ao titular os direitos essenciais do acionista, especialmente participação nos resultados da companhia e direito de voto em Assembléias. A cada ação ordinária corresponde um voto nas deliberações da Assembléia de Acionistas.

Ação preferencial

Ação que oferece a seu detentor prioridade no recebimento de dividendos e/ou, no caso de dissolução da empresa, no reembolso de capital. Em geral não concede direito de voto em assembléia.

Ação sem valor nominal

Ação para a qual não se convenciona valor de emissão, prevalecendo o preço de mercado por ocasião do lançamento.

Ação vazia (ex)

Ação cujos direitos (dividendo, bonificação e subscrição) já foram exercidos pelo titular.

Acionista

Aquele que possui ações de uma sociedade anônima.

Acionista majoritário

Aquele que detém uma quantidade tal de ações com direito a voto que lhe permite manter o controle acionário de uma empresa.

Acionista minoritário

Aquele que é detentor de uma quantidade não expressiva (em termos de controle acionário) de ações com direito a voto. Estabelecimento de um programa de ADRs Nível I é considerado como o primeiro passo para a entrada no mercado de capitais dos Estados Unidos.

Ágio

Diferença, a maior, entre o valor pago e o valor nominal do título.

Alavancagem

Possibilidade de controle de um lote de ações, com o emprego de uma fração de seu valor (nos mercados de opções, termo e futuro), enquanto o aplicador se beneficia da valorização desses papéis, que pode implicar significativa elevação de sua taxa de retorno.

ANA – Aviso de Negociação de Ações

Comprovante de operação enviado pela Bolsa de Valores ao comitente (investidor).

APIMEC

É uma associação de profissionais do mercado de capitais (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) que concentra suas atividades na certificação dos profissionais, representação política institucional frente ao governo e entidades representativas congêneres do mercado e no intercâmbio internacional com outras confederações de profissionais.

Aplicação

Emprego da poupança na aquisição de títulos, com o objetivo de auferir rendimentos.

Apregoação

Ato de apregoar a compra ou venda de ações, mencionando-se o papel, o tipo, a quantidade de títulos e o preço pelo qual se pretende fechar o negócio, executado por um operador, representante de sociedade corretora na sala de negociações (pregão).

Arbitragem

1) Operação na qual um investidor aufere um lucro sem risco, realizando transações simultâneas em dois ou mais mercados. 2) Sistema que possibilita a liquidação física e financeira das operações interpraças, por meio da qual o mesmo investidor, atuando no mercado à vista, poderá comprar em uma bolsa e vender em outra o mesmo ativo, em iguais quantidades, desde que haja convênio firmado entre as duas bolsas.

Assembléia Geral Extraordinária (AGE)

Reunião dos acionistas, convocada e instalada na forma da lei e dos estatutos de uma empresa ou entidade, a fim de deliberar sobre qualquer matéria de interesse social. Sua convocação não é obrigatória, dependendo das necessidades específicas da empresa.

Assembléia Geral Ordinária (AGO)

Reunião dos acionistas convocada obrigatoriamente pela diretoria de uma sociedade anônima para verificação dos resultados, leitura, discussão e votação dos relatórios de diretoria e eleição dos administradores e do conselho fiscal da diretoria. Deve ser realizada até quatro meses após o encerramento do exercício social.

Aumento de capital

Incorporação de reservas ou novos recursos ao capital da empresa. Realizado mediante bonificação em novas ações, elevação do valor nominal das ações e/ou subscrição de novas ações pelos acionistas.

Aumento do valor nominal

Alteração do valor nominal da ação em conseqüência de incorporação de reservas ao capital de uma empresa sem emissão de novas ações.

B

Balancete

Balanço intermediário da situação econômico-financeira e do estado patrimonial de uma empresa, referente a um período inferior ao do seu exercício social.

Balanço

Demonstrativo contábil dos valores do ativo, do passivo e do patrimônio líquido de uma entidade jurídica, relativo a um exercício social completo.

Banco Central do Brasil (BACEN)

Órgão federal que executa a política monetária do governo, administra as reservas internacionais do País e fiscaliza o Sistema Financeiro Nacional. Entre suas atribuições legais destacam-se:

a) emitir papel-moeda e moeda metálica;
b) exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
c) efetuar o controle dos capitais estrangeiros;
d) ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira;
e) exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas;
f) efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais;
g) promover, como agente do Governo Federal, a colocação de empréstimos internos ou externos;
h) exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e de capitais sobre empresas que, direta ou indiretamente, interfiram nesses mercados;
i) comprar e vender ouro e moeda estrangeira, bem como realizar operações de crédito no exterior;
j) operar nos mercados de câmbio financeiro e comercial.

O BACEN foi criado pela Lei 4.595/64, e começou a funcionar em 1965. Desde agosto de 2004, o cargo de Natureza Especial de Presidente do Banco Central do Brasil foi transformado em cargo de Ministro de Estado.

Banco de Títulos CBLC – BTC

Serviço de empréstimo de títulos, disponível por meio do sistema eletrônico, no qual os participantes da Custódia Fungível da CBLC, atuando como doadores e tomadores, podem registrar suas ofertas, bem como efetuar o fechamento de operações de empréstimo.

Beta

Mede a sensibilidade de um ativo em relação a determinado índice.

Block-trade

Leilão de grande lote de ações em bolsas de valores.

Bloqueio de posição

Operação pela qual o lançador de uma opção impede o exercício de sua posição. Para isso ele compra antes, no mesmo pregão, opções da mesma série e na mesma quantidade das que foram lançadas.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES

Empresa pública federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com objetivo de financiar a longo prazo os empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. Objetiva o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e o desenvolvimento do mercado de capitais, a comercialização de máquinas e equipamentos e o financiamento à exportação. Apóia os investimentos sociais direcionados para a educação e a saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa. Esta ação financiadora resulta na melhoria da competitividade da economia brasileira e na elevação da qualidade de vida da sua população. Os produtos e serviços buscam atender às necessidades de investimentos das empresas de qualquer porte e setor estabelecidas no país. A parceria com instituições financeiras e com agências estabelecidas em todo o país, permite a disseminação do crédito e maior acesso aos recursos do banco.

Bolsa de Valores

Associação civil sem fins lucrativos, cujos objetivos básicos são, entre outros, manter local ou sistema de negociação eletrônico adequado à realização, entre seus membros, de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários; preservar elevados padrões éticos de negociação; e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.

Bolsa em alta

Quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de fechamento anterior.

Bolsa em baixa

Quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de fechamento anterior.

Bolsa estável

Quando o índice de fechamento de determinado pregão está no mesmo nível do índice de fechamento anterior.

Bonificação em ações (filhote)

Distribuição de resultados da companhia mediante emissão de ações, quando de incorporação de reservas ao capital social. As ações bonificadas são entregues gratuitamente aos acionistas, na proporção da quantidade de ações possuídas. A bonificação aumenta a quantidade de ações da empresa, sem alterar o valor do patrimônio líquido.

Bonificação em dinheiro

Distribuição aos acionistas, além dos dividendos, de valor em dinheiro referente a reservas até então não incorporadas.

Bônus de subscrição

Título negociável que dá direito à subscrição de novas ações, emitido por uma empresa, dentro do limite de aumento de capital autorizado em seu estatuto.

Boom

Período em que o volume de transações no mercado de ações ultrapassa acentuadamente os níveis médios históricos, acompanhado de um expressivo aumento das cotações.

BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo

Associação sem fins lucrativos, com a finalidade de manter local ou sistema de negociação eletrônico adequado à realização de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, registrados na CVM – Comissão de Valores Mobiliários, em mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado pelos seus membros, pela autoridade monetária e, em especial, pela própria CVM. A auto-regulação da Bolsa de Valores visa a preservar elevados padrões éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.

Break Even Point (Ponto de Equilíbrio)

Ponto de equilíbrio entre receita e despesa. Receita maior que despesa significa lucro e receita menor que despesa significa prejuízo. Este conceito aplica-se às atividades de uma empresa, ao mercado de ações e outros ativos.

C

Capital

1) Soma de bens e valores mobilizados para a constituição de uma empresa
2) Dinheiro investido em atividades econômicas, com intenção de lucro
3) Dinheiro investido em ativos, títulos e valores mobiliários, em mercados organizados
4) Obrigação da empresa com seus sócios, caracterizada como não-exigível

Capital aberto (companhia de)

Empresa que tem suas ações registradas na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, distribuídas entre um determinado número de acionistas e que podem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Capital de risco

Capital investido em atividades em que existe risco de perdas e possibilidade de ganhos compensadores.

Capital autorizado (Sociedade de)

Limite estatutário, definido em assembléia geral de acionistas, que permite ao conselho de administração aprovar aumento o capital social de uma empresa.

Capital fechado (companhia de)

Empresa com capital de propriedade restrita, cujas ações não podem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Capital social

Montante de capital de uma sociedade anônima que os acionistas vinculam ao seu patrimônio como recursos próprios, destinados ao cumprimento dos objetivos da empresa.

Capitalização

1) Aumento de capital registrado com recursos do resultado das operações da empresa, captação de recursos novos, ou venda de parcela do capital existente com ágio, que se incorpora ao patrimônio.
2) Modalidade de captação de poupança com sorteio periódico de prêmios.
3) Processo de reaplicação de recursos baseado em que os recursos recebidos se transformam em principal, para oferecer resultados em períodos subseqüentes.

Captação

Operação que tem por objetivo obter recursos, através de venda de investimentos ou realização de operação de crédito, como tomador.

Carteira de ações

Conjunto de ações de um investidor.

Carteira de títulos

Conjunto de títulos de rendas fixa e variável de um investidor.

Cash Yield

Indicador que mede o retorno financeiro anual de uma ação.

Caução

Depósito de títulos ou valores efetuados para o credor, visando garantir o cumprimento de obrigação assumida.

Cautela

Certificado provisório de determinado número de ações ou debêntures.

CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia

Clearing house que realiza atividades relacionadas à compensação, liquidação, custódia e controle de risco para o mercado financeiro. Companhia com objeto social de prestar serviços de compensação e liquidação física e financeira de operações realizadas nos mercados a vista e a prazo da Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo, e de outros mercados, bem como a operacionalização dos sistemas de custódia de títulos e valores mobiliários em geral. As operações da CBLC caracterizam-se por entrega contra pagamento, liquidação garantida, liquidação em reserva e movimentação em fundos disponíveis no mesmo dia.

Certificado

Documento que comprova a existência e a posse de determinada quantidade de ações.

Certificado de depósito

Título representativo das ações depositadas em uma instituição financeira. Algumas empresas do Mercosul são negociadas nas bolsas de valores brasileiras por meio desse mecanismo.

Certificado de Depósito Bancário – CDB

Título de renda fixa emitido por bancos comerciais e de investimento que rende juros, que representa promessa de pagamento nominativa endossável à ordem, de importância depositada em banco, acrescida do valor da remuneração ou lucratividade convencionada até o vencimento.

CETIP – Central de Custódia e Liquidação de Títulos

Empresa de custódia e de liquidação financeira que se constitui em um mercado de balcão organizado para registro e negociação de valores mobiliários de renda fixa.

Criada para garantir segurança e agilidade às operações do mercado financeiro brasileiro. Oferece suporte a toda a cadeia de operações, prestando serviços integrados de custódia, negociação on line, registro de negócios e liquidação financeira.

Chamada de bônus

Resgate de bônus pelo emitente mediante o pagamento antes do vencimento.

Chamada de capital

Subscrição particular ou pública de ações novas pelo valor nominal ou outro valor, com ou sem ágio, para aumentar o capital de uma empresa.

Circuit Breaker (Interruptor)

Procedimento das bolsas que interrompe o pregão quando a variação do preço de um ativo ou do índice de ações atinge um limite predeterminado, tanto de alta quanto de baixa. O objetivo é evitar que causas localizadas gerem pânico entre os investidores. Este mecanismo não impede a alta ou baixa das ações e outros ativos, mas força que os movimentos acompanhem decisões conscientes sobre observações mais concretas, reduzindo o efeito do fator emocional, sempre muito presente nas bolsas.

Cisão

É o processo de transferência, por uma empresa, de parcelas de seu patrimônio a uma ou mais sociedades, já existentes ou constituídas para esse fim, extinguindo-se a empresa cindida se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.

Clube de investimentos

Grupo de pessoas físicas (máximo de 150), que aplica recursos de uma carteira diversificada de títulos e valores mobiliários, dentro de regras específicas estabelecidas pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários e pelas Bolsas de Valores e administrada por uma instituição financeira autorizada.

CMN – Conselho Monetário Nacional

Órgão deliberativo de cúpula do Sistema Financeiro Nacional. Suas principais atribuições são:
a) adaptar os meios de pagamento às reais necessidades da economia;
b) regular os valores interno e externo da moeda;
c) zelar pela solvência e liquidez das instituições financeiras;
d) coordenar as políticas monetária, de crédito, orçamentária, fiscal e da dívida pública;
e) autorizar emissões de moeda;
f) fixar diretrizes e normas da política cambial.

Colocação direta

Aumento de capital realizado pela subscrição de ações, pelos atuais acionistas, diretamente em uma empresa.

Colocação indireta

Aumento de capital realizado pela subscrição de ações pelos atuais acionistas com intermediação de instituição financeira que, isoladamente ou em consórcio, adquire a totalidade das ações novas.

Combinação de opções

Compra ou venda de duas ou mais séries de opções sobre o mesmo ativo-objeto, por um mesmo investidor, porém com preços de exercício e/ou datas de vencimento diferentes.

Comissão de Valores Mobiliários

Ver CVM.

Comissão Nacional de Bolsas – CNB

Associação civil, sem fins lucrativos, que tem a função de representar os interesses das bolsas de valores do País perante as autoridades monetárias e reguladoras do mercado.

Comitente

1) Pessoa que encarrega uma outra de comprar, vender ou praticar qualquer ato, sob suas ordens e por sua conta, mediante certa remuneração a que se dá o nome de comissão.
2) Cliente, nos contratos e operações em Bolsa.

Commercial Paper

Nota promissória emitida por uma empresa no mercado local ou externo, para captar recursos de curto prazo.

Confirmação

Aviso que a sociedade corretora transmite ao cliente sobre a efetivação de uma ordem de compra ou venda de ações.

Conta margem

Forma de negociação de ações que possibilita ao investidor obter, em uma sociedade corretora, financiamento para compra dos títulos ou empréstimo dos papéis para venda. Essas operações são feitas no mercado à vista de bolsa. Os valores mobiliários adquiridos ficam segregados em conta de custódia mantida junto à corretora em valor que, adicionado de outras garantias, represente 140% do valor financiado. Em caso de venda, o produto obtido fica retido junto com outras garantias depositadas, cujo valor represente 140% do valor da operação. Os valores das garantias exigidas nas operações de Conta Margem devem ser reavaliados pela corretora diariamente. Custo, liquidação e remuneração da corretora são pactuados com o investidor, bem como a devolução de valores ao investidor. Os valores mobiliários devem ser de propriedade da corretora, ou devem estar custodiados por proprietários que tenham autorizado, por escrito, sua utilização em operações desta natureza.

Controle acionário

Posse, por um acionista ou grupo de acionistas, da maior parcela de ações com direito a voto de uma empresa, garantindo o poder de decisão sobre ela. O controle pode ser:
a) familiar (ou definido): exercido por membros de uma mesma família ou grupo de acionistas;
b) pulverizado (ou diluído): a quantidade de ações do grupo majoritário não é suficiente para o exercício do poder total na companhia.

Conversão

1) Ato de converter a moeda de um país em moeda estrangeira.
2) Mudança das características de um título.

Exemplos:
a) ações: de ordinárias em preferenciais ou vice-versa, de nominativa para escritural;
b) debêntures: conversão em ações;
c) indicadores: de reais em UFIR.

Corretagem

1) Atividade do corretor.
2) Comissão paga ao corretor.
3) Pagamento por agenciamento de negócios.

Corretor

Intermediário na compra e venda de ativos, títulos e valores mobiliários.

Cotação

Preço de qualquer ativo submetido à oferta e procura, em negociações no mercado financeiro.

Cotação ajustada

Preço de mercado de uma ação ajustado por todos os proventos que afetaram seu valor, como dividendos, desdobramentos, grupamentos ou bonificações. Somente as séries de cotações ajustadas permitem analisar a evolução do preço de uma ação ao longo do tempo.

Cotação de abertura

Primeira cotação de um ativo, na abertura de negócios de um dia de negociações.

Cotação de fechamento

Última cotação de um ativo, no encerramento de negócios de um dia de negociações.

Cotação máxima

Maior cotação atingida por um ativo no decorrer de um dia de negociação.

Cotação média

Preço médio de um ativo, no decorrer de um dia de negociação.

Cotação mínima

A menor cotação de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.

Crash

Ocorre quando as cotações das ações declinam velozmente para níveis extremamente baixos, puxando o mercado junto.

Custo dos produtos vendidos

É o custo despendido para produzir os produtos vendidos em determinado período.

Custódia de títulos

Serviço de guarda de títulos e de exercício de direitos, prestado aos investidores.

Custódia fungível

Serviço de custódia no qual os valores mobiliários retirados podem não ser os mesmos depositados, embora sejam da mesma espécie, qualidade e quantidade. Deixa de existir a necessidade de se retirar exatamente o mesmo certificado depositado.

Custódia infungível

Serviço de custódia no qual os valores mobiliários depositados são mantidos discriminadamente pelo depositante.

CVM – Comissão de Valores Mobiliários

Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, tem a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil, ou seja, é o órgão regulador do mercado de capitais brasileiro.

D

Data de exercício da opção

Data de registro em pregão da operação de compra ou de venda à vista das ações-objeto da opção.

Data de vencimento da opção

O dia em que se extingue o direito de uma opção.

Data ex-direito

Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo, bonificação e subscrição), na bolsa de valores.

Day-trade

Conjugação de operações de compra e de venda realizadas em um mesmo dia, dos mesmos títulos, para um mesmo comitente, por uma mesma sociedade corretora e liquidadas por meio de um único agente de compensação, cuja liquidação é exclusivamente financeira.

Debênture

Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos, visando ao investimento ou ao financiamento de capital de giro.

Debêntures conversíveis em ações

Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos, visando investimento ou o financiamento de capital de giro que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em épocas e condições predeterminadas.

Deduções estatutárias

Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto social, não é distribuída aos acionistas.

Depositária (Instituição financeira)

Responsável pelo serviço de atendimento aos acionistas, cadastro, registros, transferências e controle das posições de ações, pelo pagamento de dividendos e o exercício de todo e qualquer direito distribuído pela empresa.

Derivativos

São os valores mobiliários cujos valores e características de negociação estão vinculados aos ativos que lhes servem de referência.

Deságio

Diferença, para menos, entre o valor nominal e o preço de compra de um título de crédito.

Desdobramento de cautelas

Sistema de desdobramento de ações, efetuado pelas bolsas de valores, de modo a adequar a quantidade de ações ao lote-padrão.

Desdobramento do Número de Ações (Split)

Emissão de um determinado número de ações novas em substituição a cada ação antiga. Tem o objetivo de aumentar o número de ações de emissão da companhia em circulação no mercado.

Diferencial

Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-objeto, porém de séries diferentes.

Direito de retirada

Direito de um acionista de se retirar de uma empresa, mediante o reembolso do valor de suas ações, quando for dissidente de deliberação de assembléia que aprovar determinadas matérias definidas na legislação pertinente.

Direito de subscrição

Direito de um acionista em subscrever preferencialmente novas ações de uma sociedade anônima quando houver aumento de seu capital.

Disclosure

Divulgação de informações por parte de uma empresa, as quais possibilitam uma tomada de decisão consciente pelo investidor e aumentam sua proteção.

Dívida de curto prazo

Representa o montante de empréstimos (capital e juros) que deverão ser pagos no futuro próximo (em até um ano).

Dívida de longo prazo

Representa o montante de empréstimos devidos que deverão ser pagos após um ano da data do balanço.

Dividend Yield

Taxa obtida dividindo-se o valor do dividendo distribuído por ação pelo preço atual da ação. O indicador pode ser usado na análise da rentabilidade esperada de uma ação.

Dividendo

Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas. Normalmente é resultado dos lucros obtidos por uma empresa, no exercício corrente ou em exercícios passados.

Dividendo cumulativo

Dividendo que, caso não seja pago em um exercício, se transfere para outro.

Dividendo pro rata

Dividendo distribuído às ações emitidas dentro do exercício social proporcionalmente ao tempo transcorrido até o seu encerramento.

Dow Jones Industrial Average

Indicador calculado pela Dow Jones & Company Inc. e seguido mundialmente como referência do desempenho do mercado de ações nos Estados Unidos. O índice reflete a valorização média das 30 ações mais negociadas da Bolsa de Nova York. Publicado desde 7 de outubro de 1896, é considerado o indicador mais tradicional utilizado nos mercados financeiros.

Dumping

É a venda de um produto no mercado externo ao preço “abaixo de seu valor justo”, ou seja, ao preço inferior que geralmente se cobra pelo mesmo produto dentro do país exportador, ou em sua venda a terceiros países. De modo geral, o dumping é reconhecido como uma prática injusta de comércio, passível de p rejudicar os fabricantes de produtos similares no país importador.

E

EBITDA

Do inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization

Emissão

Colocação de dinheiro ou títulos para circulação no mercado.

Endosso

Transferência da propriedade de um título mediante declaração escrita, geralmente feita em seu próprio verso.

Especialista

Membro de Bolsa de Valores que opera as ordens para uma determinada ação, mantendo o mercado do título equilibrado mediante a efetivação de compras e vendas desta mesma ação para sua própria conta.

Especulação

Negociação em mercado com o objetivo de ganho em geral a curto prazo.

Estoques

São produtos comprados para revenda ou suprimentos e matéria-prima comprada para utilização nos processos produtivos da empresa.

Exclusão do direito de preferência

O estatuto da companhia aberta que contiver autorização para aumento do capital pode prever a emissão, sem direito de preferência, para antigos possuidores de ações, de debêntures ou partes beneficiárias conversíveis em ações.

Ex-direitos

Denominação dada a uma ação que teve exercidos os direitos concedidos por uma empresa.

Execução de ordem

Efetiva realização de uma ordem de compra ou venda de valores mobiliários.

Exercício de opções

Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de comprar ou de vender o lote de ações-objeto, ao preço de exercício.

F

Fechamento de posição

Operação pela qual o lançador de uma opção, pela compra em pregão de uma outra da mesma série, ou o titular, pela venda de opções adquiridas, encerram suas posições ou parte delas. A expressão também é utilizada quando há a realização de operações inversas no mercado futuro.

Fechamento em alta

Quando o índice de fechamento for superior ao índice de fechamento do pregão anterior.

Fechamento em baixa

Quando o índice de fechamento for inferior ao índice de fechamento do pregão anterior.

Formulário 20-F (Form 20-F)

Relatório anual exigido pela SEC (Securities and Exchange Commission) a todas as empresas não-americanas com ações negociadas nos Estados Unidos. O documento traz informações gerais sobre a empresa, fatores de risco, análises de desempenho operacional econômico-financeiro e acionário, entre outros.

Fração de ação

Quantidade menor que uma ação. Geralmente resulta de um grupamento de ações.

Fundo de pensão

Conjunto de recursos proveniente de contribuições de empregados e da própria empresa, administrados por uma entidade a ela vinculada, cuja destinação é a aplicação em uma carteira diversificada de ações, outros títulos mobiliários e imóveis com a finalidade de complementar os recursos obtidos pelo trabalhador em previdência oficial.

Fundo imobiliário

Fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio fechado, cujo patrimônio é destinado a aplicações em empreendimentos imobiliários. As quotas desses fundos, que não podem ser resgatadas, são registradas na CVM, podendo ser negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão.

Fundo mútuo de ações

Conjunto de recursos administrados por uma distribuidora de valores, sociedade corretora, banco de investimento, ou banco múltiplo com carteira de investimento, que os aplica em uma carteira diversificada de ações, distribuindo os resultados aos cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas.

Fundo mútuo de ações – carteira livre

Constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado, é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de títulos e valores mobiliários. Deverá manter, diariamente, no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado em ações de emissão das companhias abertas, opções de ações, índices de ações e opções sobre índices de ações.

Fundo mútuo de investimento em empresas emergentes

Constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma comunhão de recursos destinados a aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão de empresas emergentes. Entende-se como empresa emergente, a companhia que satisfaça os seguintes parâmetros: – Tenha faturamento líquido anual inferior ao equivalente a R$ 60 milhões; – Não seja integrante de grupo de sociedades com patrimônio líquido consolidado maior ou igual a R$ 120 milhões.

G

Ganho de Capital

Diferença entre o valor da venda e o custo de aquisição de um bem, incluindo compra e venda de ações, juros de investimentos financeiros, aluguéis, venda de imóveis e outras modalidades.

H

Hedge (Operações de)

É utilizado como instrumento de proteção contra o risco de variações de preços nos diversos mercados de ativos reais ou financeiros. Pode ser definido como um instrumento de estratégia ou proteção para minimizar o nível de risco de uma determinada posição em ativos de investimento.

Holding (empresa)

Aquela empresa que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas.

Home broker

É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades corretoras que torna ainda mais ágil e simples as negociações no mercado acionário, permitindo o envio de ordens de compra e venda de ações pela Internet e possibilitando o acesso às cotações, o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.

I

IGC – Índice de Governança Corporativa

Indicador que avalia o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que foram admitidas no Nível 1 de Governança Corporativa da BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo. A composição desta carteira é revista quadrimestralmente e o seu cálculo considera os preços praticados no mercado à vista.

Índice Bovespa (Ibovespa)

Indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, que mede a lucratividade de uma carteira teórica de ações.

Índice de lucratividade

Relação entre o capital atual e o inicial de uma aplicação.

Índice Preço/Lucro – P/L

Quociente da divisão do preço de uma ação no mercado, em um determinado instante, pelo lucro líquido anual da empresa emissora. Assim, o P/L representa o número de anos que se levaria para reaver o capital aplicado na compra de uma ação pelo recebimento do lucro gerado por uma empresa. Para tanto, torna-se necessário que se condicione essa interpretação à hipótese de que o lucro por ação se manterá constante e será distribuído integralmente todos os anos.

Insider

Investidor que tem acesso privilegiado a determinadas informações, antes que estas se tornem conhecidas no mercado.

Institucional (investidor)

Instituição que dispõe de vultosos recursos mantidos em certa estabilidade e destinados à reserva de risco ou à renda patrimonial e que investe parte dos mesmos no mercado de capitais.

Investimento

Emprego da poupança em atividade produtiva, objetivando ganhos a médio ou longo prazo. É utilizado, também, para designar a aplicação de recursos em algum tipo de ativo financeiro.

IPO – Initial public offering

Processo de lançamento de ações de uma companhia fechada para tornar-se companhia aberta por meio de uma oferta pública inicial (IPO), geralmente oferecido por um ou mais Underwriters ao mercado de investidores.

J

Joint venture

É o investimento conjunto que duas empresas tem em parceria em uma terceira empresa.

Juros sobre o capital próprio

Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas. É um substitutivo do pagamento de dividendos.

K

L

Lançador

No mercado de opções, é aquele que vende uma opção, assumindo a obrigação de, se o titular exercer, vender ou comprar o lote de ações-objeto a que se refere.

Lançamento de opções

Operação de venda que dá origem às opções de compra ou de venda.

Lance

Preço oferecido em pregão para a compra ou venda de um lote de títulos, pelos representantes das sociedades corretoras.

Latibex

Segmento da Bolsa de Valores de Madrid que reúne empresas Latino Americanas cotadas em Euro.

Leilão especial

Sessão de negociação em pregão, em dia e hora determinados pela bolsa de valores em que se realizará a operação.

Letra de câmbio

Título de crédito, emitido por sociedades de crédito, financiamento e investimento, utilizado para o financiamento de crédito direto ao consumidor.

Letra imobiliária

Título emitido por sociedades de crédito imobiliário, destinado à captação de recursos para o financiamento de construtores e adquirentes de imóveis.

Liquidez

Maior ou menor facilidade de se negociar um título convertendo-o em dinheiro.

Lote

Quantidade de títulos de características idênticas.

Lote fracionário

Quantidade de ações inferior ao lote-padrão.

Lote padrão

Lote de títulos de características idênticas e em quantidade prefixada pelas bolsas de valores.

Lote redondo

Lote totalizando um número inteiro de lotes padrões.

Lucratividade

Ganho líquido total proporcionado por um título. Em bolsa, o lucro líquido de uma ação, resultante de sua valorização em pregão em determinado período e do recebimento de proventos – dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição – distribuídos pela empresa emissora, no mesmo intervalo de tempo.

Lucratividade média

Média das várias lucratividades alcançadas por um título em diversos períodos.

Lucro bruto

Equivale à receita líquida menos o custo dos produtos vendidos. Identifica o montante disponível para suprir outras despesas operacionais e não-operacionais.

Lucro operacional

Equivale ao lucro bruto menos as despesas com vendas, gerais e administrativas. É o lucro das operações normais da empresa. No Brasil, de acordo com as normas contábeis, o lucro operacional equivale ao lucro bruto menos as despesas com vendas, gerais e administrativas, despesas e receitas financeiras, equivalência patrimonial e outras despesas ou receitas operacionais.

Lucro líquido das operações

É o lucro do total das operações após impostos, participações minoritárias e antes dos ganhos ou perdas extraordinárias.

Lucro líquido por ação

Ganho por ação obtido durante um determinado período de tempo, calculado por meio da divisão do lucro líquido de uma empresa pelo número existente de ações.

M

Margem

Montante, fixado pelas bolsas de valores ou caixa de registro e liquidação, a ser depositado em dinheiro, títulos ou valores mobiliários, pelo cliente que efetua uma compra ou uma venda a termo ou a futuro, ou um lançamento a descoberto de opções.

Margem bruta

Equivale ao lucro bruto dividido pela receita líquida, expresso em porcentagem. O percentual representa o montante de cada unidade monetária de receita líquida que resultou em lucro bruto.

Margem EBITDA

Equivale ao EBITDA dividido pela receita líquida, expresso em percentagem. O percentual representa o montante de cada unidade monetária de receita líquida que resultou em EBITDA

Margem operacional

Equivale ao lucro operacional dividido pelo receita líquida, expresso em porcentagem. O percentual representa o montante de cada unidade monetária do receita líquida que resultou em lucro operacional.

Margem líquida

Equivale ao lucro líquido dividido pela receita líquida, expresso em percentagem. O percentual representa o montante de cada unidade monetária de receita líquida que resultou em lucro líquido.

MEGA BOLSA

Novo sistema de negociação da Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA, que engloba o pregão viva voz e os terminais remotos, e visa a ampliar a capacidade de registro de ofertas e realização de negócios em um ambiente tecnologicamente avançado.

Mercado a termo

Mercado no qual se processam as operações para liquidação diferida, em geral após trinta, sessenta ou noventa dias da data de realização do negócio.

Mercado à vista

Mercado no qual a liquidação física (entrega dos títulos pelo vendedor) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em pregão e a liquidação financeira (pagamento dos títulos pelo comprador) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, somente mediante a efetiva liquidação física.

Mercado de ações

Segmento do mercado de capitais, que compreende a colocação primária em mercado de ações novas emitidas pelas empresas e a negociação secundária (em bolsas de valores e no mercado de balcão) das ações já colocadas em circulação.

Mercado de balcão

Mercado de títulos sem lugar físico determinado para as transações que são realizadas por telefone entre instituições financeiras. São negociadas ações de empresas não registradas em bolsas de valores e outras espécies de títulos.

Mercado de balcão organizado

Sistema organizado de negociação de títulos e valores mobiliários de renda variável, administrado por entidade autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

Mercado de capitais

Conjunto de operações de transferência de recursos financeiros de prazo médio, longo ou indefinido, efetuadas entre agentes poupadores e investidores, por meio de intermediários financeiros.

Mercado de opções

Mercado no qual são negociados direitos de compra ou venda de um lote de valores mobiliários, com preços e prazos de exercício preestabelecidos contratualmente. Por esses direitos, o titular de uma opção de compra paga um prêmio, podendo exercê-los até a data de vencimento da mesma ou revendê-los no mercado. O titular de uma opção de venda paga um prêmio e pode exercer sua opção apenas na data do vencimento, ou pode revendê-la no mercado durante o período de validade da opção.

Mercado financeiro

É o mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. No mercado financeiro, são efetuadas transações com títulos de prazos médio, longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e fixo.

Mercado futuro

Segmento de mercado que compreende as operações de compra e venda realizadas em pregão, de contratos autorizados pela bolsa de futuros, para liquidação em data futura pré-fixada. Nele são realizadas operações envolvendo lotes padronizados de commodities ou ativos financeiros. Os participantes realizam operações com cotações futuras destes ativos como hedgers, arbitradores ou especuladores.

Mercado primário

É a colocação de ações ou outros títulos provenientes de novas emissões (IPO). As empresas recorrem ao mercado primário para completar os recursos de que necessitam, visando ao financiamento de seus projetos de expansão ou seu emprego em outras atividades.

Mercado secundário

Negociação de ativos, títulos e valores mobiliários em mercados organizados, onde investidores compram e vendem em busca de lucratividade e liquidez, transferindo, entre si, os títulos anteriormente adquiridos no mercado primário.

META

Segmento de negociação eletrônica da Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA, apoiado no estabelecimento de preço base de negociação uma vez ao dia (fixing) e na atuação do Promotor de Negócios, que é uma pessoa jurídica indicada pela empresa, que assume o compromisso de registrar diariamente ofertas firmes de compra e de venda para o papel no qual se registrou, de acordo com normas regulamentares determinadas pela BOVESPA.

N

Negociação comum

Aquela realizada em pregão, entre dois representantes de diferentes sociedades corretoras, com preço ajustado entre ambos.

Negociação direta

Realizada sob normas especiais por um mesmo representante de sociedade corretora para comitentes diversos. Os interessados nessa operação devem preencher o cartão de negociação ou digitar um comando específico – no caso de negociação eletrônica – indicando que estão atuando como comprador e vendedor ao mesmo tempo.

Nota de corretagem

Documento que a sociedade corretora apresenta ao seu cliente, registrando a operação realizada, com indicação da espécie, quantidade de títulos, preço, data do pregão, valor da negociação, da corretagem cobrada e dos emolumentos devidos.

O

Oferta de direitos

Oferta feita por uma empresa a seus acionistas, dando-lhes a oportunidade de comprar novas ações por um preço determinado, em geral abaixo do preço corrente do mercado, e dentro de um prazo relativamente curto.

Oferta pública de compra

Proposta de aquisição, por um determinado preço, de um lote específico de ações, em operação sujeita à interferência.

Oferta pública de venda

Proposta de colocação, para o público, de um determinado número de ações de uma empresa.

Opção

Contrato que envolve o estabelecimento de direitos e obrigações sobre determinados títulos, com prazo e condições preestabelecidos.

Opção coberta

Quando há o depósito, em uma bolsa de valores ou em uma caixa de registro e liquidação, das ações-objeto de uma opção.

Opção de compra de ações

Direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar, adquirir do lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço previamente estipulado, durante o prazo de vigência da opção.

Opções de compra não-padronizadas (Warrants)

É um título que confere ao seu detentor a opção de comprar o ativo que o lastreia, a um preço predeterminado (preço de exercício) e até uma data pré-estabelecida (data de vencimento). Trata-se de uma opção não padronizada, em geral de longo prazo, emitida por instituições detentoras de posições expressivas de valores mobiliários como debêntures, commercial paper, etc.

Opção de venda de ações

Direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar, vender ao lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço previamente estipulado, na data de vencimento da opção.

Opções sobre o Índice Bovespa

Proporcionam a seus possuidores o direito de comprar ou vender um Índice Bovespa até (ou em) determinada data. Tanto o prêmio como o preço de exercício dessas opções é expresso em pontos do Índice, cujo valor econômico é determinado pela Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA (atualmente R$ 1,00).

Open market

No sentido amplo, é qualquer mercado sem local físico determinado e com livre acesso à negociação. No Brasil, porém, tal denominação se aplica ao conjunto de transações realizadas com títulos de renda fixa, de emissão pública ou privada.

Operação caixa

Operação pela qual um investidor vende à vista um lote de ações e o recompra, no mesmo pregão, em um dos mercados a prazo; o custo do financiamento é dado pela diferença entre os preços de compra e de venda.

Operação de financiamento

Consiste na compra à vista de um lote de ações e sua venda imediata em um dos mercados a prazo; a diferença entre os dois preços é a remuneração da aplicação pelo prazo do financiamento.

Operador de pregão

Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de venda de ações no pregão de uma bolsa de valores.

Operador do sistema eletrônico

Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de venda de ações ou opções, pelo sistema de pregão eletrônico de uma bolsa de valores.

Ordem

Instrução dada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução de compra ou venda de valores mobiliários.

Ordem a mercado

Instrução dada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução de compra ou venda de valores mobiliários sem definição do preço desejado. Deve ser efetuada desde o momento de seu recebimento no pregão.

Ordem administrada

O investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A execução da ordem ficará a critério da corretora.

Ordem casada

Composta por uma ordem de compra e uma outra de venda de um determinado valor mobiliário. Sua efetivação só se dará quando ambas puderem ser executadas.

Ordem de financiamento

Constituída por uma ordem de compra (ou venda) de um valor mobiliário em um tipo de mercado e uma outra concomitante de venda (ou compra) de igual valor mobiliário no mesmo ou em outro mercado, com prazos de vencimento distintos.

Ordem discricionária

Pessoa física ou jurídica que administra carteira de títulos e valores mobiliários ou um representante de mais de um cliente que estabelecem as condições de execução da ordem. Após executada, o ordenante indicará: – nome do investidor (ou investidores); – quantidade de títulos e/ou valores mobiliários a ser atribuída a cada um deles; – preço.

Ordem limitada

Aquela que deve ser executada por um preço igual, ou melhor, do que o especificado pelo comitente.

Ordem on-stop

O investidor determina o preço mínimo pelo qual a ordem deve ser executada.

– ordem on-stop de compra: será executada quando, em uma alta de preços, ocorrer um negócio a preço igual ou maior que o preço determinado; – ordem on-stop de venda: será executada quando, em uma baixa de preços, ocorrer um negócio a um preço igual ou menor que o preço determinado.

Oscilação

Variação (positiva ou negativa) verificada no preço de um mesmo ativo em um determinado período de tempo.

Overnight

Operações realizadas no open market por prazo mínimo de um dia. Operações restritas às instituições financeiras.

P

Passivo

Compreende todas as obrigações e dívidas de uma empresa.

Patrimônio

Conjunto de bens e direitos de uma pessoa ou empresa.

Pay out

É a relação dos dividendos ou juros sobre o capital próprio distribuídos aos acionistas em relação ao lucro que deu origem a este pagamento.

Permissionária

Sociedade corretora especialmente admitida no pregão de uma bolsa de valores, da qual não possui título patrimonial.

PIB (Produto Interno Bruto)

Soma de toda a riqueza gerada por um país em um determinado intervalo de tempo (geralmente um ano).

Portfólio

Uma carteira de ativos mantidos pelo gestor dos fundos que pode incluir ações, títulos, etc.

Posição em aberto

Saldo de posições mantidas pelo investidor em mercados futuros e de opções.

Poupança

Parcela da renda não utilizada para consumo.

Prazo de subscrição

Prazo fixado por uma sociedade anônima para que o acionista exerça seu direito de preferência ou de prioridade na subscrição de ações de sua emissão.

Preço de exercício da opção

Preço por ação, ou título aplicável, pelo qual o titular tem direito de comprar ou vender o ativo-objeto da opção.

Pregão

Sessão durante a qual se efetuam negócios com papéis registrados em uma bolsa de valores, diretamente na sala de negociações e/ou pelo sistema de negociação eletrônica de uma Bolsa de Valores.

Pregão eletrônico

Sistema eletrônico de negociação de papéis por terminais de computador, que permite a realização de negócios, por operadores e corretoras credenciados, nos mercados a vista, a termo e de opções, em horários definidos pela respectiva Bolsa de Valores.

Prêmio

Preço de negociação (compra/venda), por ação-objeto, de uma opção de compra ou venda.

Q

Quadro de cotações

Local no recinto de negociações das bolsas de valores onde os diversos preços e quantidades de ações negociadas são apresentados.

Quota (de fundo ou clube de investimento)

Parte ideal de um fundo ou clube de investimento, cujo valor é igual à divisão de seu patrimônio líquido pelo número existente de quotas.

R

Rating

Avaliação ou classificação de risco atribuída a uma instituição ou título por ela emitido em função de uma análise efetuada por empresa especializada, que avalia a qualidade de crédito do emissor. As mais conhecidas empresas internacionais que efetuam estas análises são: Standard & Poor‘s, Moody‘s, Duff & Phelps e Fitch Investors Services.

Recebíveis líquidos

São valores a receber pela empresa, líquidos de qualquer provisão para risco de crédito.

Recibo de Carteira Selecionada de Ações – RCSA

É um recibo representativo de um conjunto de ações, cujas quantidades são previamente fixadas e conhecidas antes de sua constituição. Uma vez constituídos, os recibos são negociados na BOVESPA como se fossem um único título. Podem ser constituídas carteiras com as mais variadas composições, cada qual direcionada para um determinado perfil de investidor. O RCSA permite que o investidor compre ou venda um portfólio de ações por meio de uma única operação.

Recibo de subscrição

Documento que comprova o exercício do direito de subscrição, passível de ser negociado em bolsas de valores.

Registro em bolsa

Condição para que uma empresa tenha suas ações admitidas à cotação em uma bolsa de valores, desde que satisfaça as normas estabelecidas pela mesma.

Renda Fixa

Aplicação financeira em títulos cuja remuneração está previamente definida. Pode ser uma remuneração pré-fixada ou pós-fixada.

Renda Variável

Investimento em títulos cuja lucratividade não está previamente definida. Sua remuneração ou retorno depende da cotação dos mesmos nos mercados organizados.

Risco País

É o risco do governo de um determinado país mudar a sua política econômica ou as regras de contratos a ponto de interferir nos pagamentos a credores estrangeiros. Este risco geralmente está embutido na taxa de juros cobrada por empréstimos estrangeiros.

Road Show

Evento de Relações Públicas / Marketing, que funciona como um fórum informal entre o emissor de valores mobiliários e os potenciais investidores.

S

Sala de negociações

Local adequado ao encontro dos representantes de corretoras de valores e à realização, entre eles, de transações de compra e venda de ações/opções, em mercado livre e aberto.

SEC – Securities & Exchange Comission

É o órgão que regulamenta, controla e supervisiona o mercado de capitais americano, com o objetivo primário de proteger o investidor e manter a integridade do mercado de títulos e valores mobiliários dos EUA. Equivale à CVM, no Brasil.

Série de opções

Opções do mesmo tipo, sobre a mesma ação objeto, com o mesmo mês de vencimento e o mesmo preço de exercício.

SND – Sistema Nacional de Debêntures

Sistema eletrônico desenvolvido pela ANDIMA e pela CETIP para processar o registro, a custódia, a negociação e a liquidação financeira das operações com debêntures.

Sobras de subscrição

Direitos referentes ao não exercício de preferência em uma subscrição.

Sociedade anônima

Empresa que tem o capital dividido em ações, com a responsabilidade de seus acionistas limitada proporcionalmente ao valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

Sociedade corretora

Instituição auxiliar do sistema financeiro, que opera no mercado de capitais com títulos e valores mobiliários, em especial no mercado de ações. É a intermediária entre os investidores nas transações em bolsas de valores. Administra carteiras de ações, fundos mútuos e clubes de investimentos, entre outras atribuições.

Sociedade distribuidora

Instituição auxiliar do sistema financeiro, que participa do sistema de intermediação de ações e outros títulos no mercado primário, colocando-os à venda para o público.

Split

Elevação do número de ações representativas do capital de uma companhia por desdobramento, sem alteração do capital social. Ver Desdobramento do número de ações.

Spread

Margem adicionada à uma taxa. O spread é variável conforme a liquidez e as garantias do tomador, o volume do empréstimo e o prazo de resgate.

Subscrição

Lançamento de novas ações por uma sociedade anônima, com a finalidade de obter recursos necessários para investimento.

Swap

Operação destinada à proteção contra o risco de variações de taxas de juros, moedas, commodities, relativamente a seus pagamentos e recebimentos, cuja efetivação esteja programada para ocorrer em momento futuro.

T

Tag Along

Direito instituído aos acionistas minoritários que lhes assegura a extensão das condições oferecidas aos acionistas controladores, no caso de venda do controle da companhia.

Tarifa Média

A Tarifa média é obtida através da divisão entre a receita de pedágio e o número de veículos equivalentes de cada concessionária e consolidado.

Taxa Básica de Juros (Selic)

É a taxa referencial dos juros básicos praticados pelo governo, divulgada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM).

Taxa DI

É a taxa média de juros para operações interbancárias de um dia (overnight) registradas na CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados).

Termo em dólar

Operação do mercado a termo tradicional, com a diferença de que o preço contratado é corrigido diariamente pela variação entre a taxa de câmbio média de reais por dólar norte-americano, para o período compreendido entre o dia da operação, inclusive, e o dia de encerramento, exclusive.

Titular de opção

Aquele que tem o direito de exercer ou negociar uma opção.

Título patrimonial da bolsa

Título emitido pela bolsa de valores que dá o direito à sociedade corretora adquirente ser membro e participar do sistema de negociação de títulos e valores mobiliários daquela bolsa de valores.

Tombstone

Publicidade feita pela empresa com o intuito de divulgar informações sobre emissões de ações ou títulos de renda fixa por ela emitidos.

TR (Taxa Referencial)

É a taxa que serve de referência nas transações financeiras realizadas no país. É calculada pelo Banco Central baseado em juros pagos pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) das trinta maiores instituições financeiras.

Trading post

Sistema de negociação realizada em postos de negociações, com a função de dar homogeneidade aos trabalhos, em função da quantidade de negócios, permitindo, assim, que seja distribuído uniformemente o fluxo de operações.

Trava

São mecanismos utilizados em operações financeiras e que tem por objetivo limitar perdas ou ganhos.

U

Underwriters

Instituições financeiras especializadas em operações de lançamento de ações no mercado primário. No Brasil, tais instituições são, em geral, bancos múltiplos ou bancos de investimento, sociedades distribuidoras e corretoras que mantêm equipes formadas por analistas e técnicos capazes de orientar os empresários, indicando-lhes as condições e a melhor oportunidade para que uma empresa abra seu capital ao público investidor, por meio de operações de lançamento.

Underwriting

Sistema de lançamento de ações mediante subscrição pública, para o qual uma empresa contrata um intermediário financeiro, que será responsável pela colocação dos títulos no mercado.

US GAAP – United States Generally Accepted Accounting Principles

Conjunto de normas, convenções, padrões e procedimentos contábeis utilizados na produção de informações financeiras utilizadas nos Estados Unidos da América, que devem ser seguidas por todas as empresas de outros países que quiserem negociar suas ações e/ou títulos em bolsas de valores dos EUA.

V

Veículos Equivalentes

Medida calculada adicionando aos veículos leves, os veículos pesados (comerciais como caminhões e ônibus) multiplicados pelos respectivos números de eixos cobrados. Um veículo leve equivale a um eixo de veículo pesado.

Valor de exercício da opção

Preço de exercício por ação multiplicado pelo número de ações que compõem o lote-padrão de uma opção.

Valor de mercado da ação

Valor mais atualizado de uma ação negociada em Bolsa de Valores, podendo ser superior ou inferior ao seu valor patrimonial.

Valor intrínseco da opção

Diferença, quando positiva, entre o preço à vista de uma ação-objeto e o preço de exercício da opção, no caso de uma opção de compra, e entre o preço de exercício e o preço à vista, no caso de uma opção de venda.

Valor nominal da ação

Valor expresso no estatuto social de uma empresa e atribuído a uma ação representativa de seu capital.

Valor patrimonial da ação

Resultado da divisão entre o patrimônio líquido e o número de ações da empresa.

Variação

Diferença entre os preços de um determinado título em dois instantes distintos.

Venda em margem

Venda, à vista, de ações obtidas por empréstimo, pelo investidor, em uma sociedade corretora que opere em bolsa. É uma modalidade de operação da conta margem.

Volatilidade

Intensidade e freqüência de variações bruscas da cotação de um ativo, índice, título ou valor mobiliário.

Voto

Direito que tem o proprietário de ações ordinárias (ou preferenciais não destituídas dessa faculdade) de votar as deliberações nas assembléias gerais de acionistas.

W

X

Y

Z