A principal motivação para o programa de concessão de rodovias foi a rápida deterioração das principais vias de ligação intraestaduais e interestaduais no início dos anos 90, e a falta de recursos públicos para restaurar e manter tais rodovias. O declínio da rede rodoviária brasileira ameaçou comprometer de forma direta o potencial de crescimento econômico do Brasil, uma vez que o país depende muito do sistema rodoviário para o transporte de cargas e de passageiros. O programa brasileiro de concessões de rodovias teve início em 1993, com o estabelecimento de regras gerais para os processos de licitação e contratação entre a administração pública e o setor privado. Nesse contexto, a CCR foi constituída em 23 de setembro de 1998, com o fim de administrar concessões de rodovias federais e estaduais. Os Acionistas Originais da CCR – Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, SVE e Serveng – pertencem a alguns dos maiores grupos empresariais brasileiros. Anteriormente à sua constituição, eles eram acionistas diretos das atuais concessionárias do Grupo CCR em diferentes proporções e estruturas.

Em 28 de dezembro de 1999, as ações foram integralmente subscritas pelos Acionistas Originais (exceto Brisa) e integralizadas mediante conferência da totalidade da participação por eles detida no capital das concessionárias. A CCR passou, assim, a deter participação direta nas concessionárias e a ser controlado por tais acionistas. Em janeiro de 2001, a Brisa adquiriu 710.975 ações ordinárias e 718.702 ações preferenciais dos acionistas originais, o que representava 20% de nosso capital social total. A Brisa era um sócio estratégico que opera um sistema de 11 concessionárias em Portugal através de contratos de concessão assinados com o governo federal local. A CCR havia recebido o registro de companhia aberta da CVM em 19 de dezembro de 2000. Em 20 de novembro de 2001, tornou-se a primeira empresa a aderir ao Novo Mercado, segmento de governança corporativa da BOVESPA. Suas ações começaram a ser negociadas na BOVESPA em 1 de fevereiro de 2002.Em 15 de dezembro de 2003, foi concluída a alienação da totalidade da participação detida pela Odebrecht no capital da CCR à Camargo Corrêa, AG Concessões, Serveng e Brisa, as quais exerceram seus direitos de preferência estabelecidos no acordo de acionistas.

Após essa operação, a posição acionária dos controladores era:

Acionista Percentual do Capital
Andrade Gutierrez 19,08%
Brisa 19,99%
Camargo Corrêa 19,99%
Serveng-Civilsan 19,99%

Em dezembro de 2003, a SVE foi submetida a uma série de operações societárias, das quais resultaram, dentre outras, na transferência da participação por ela detida no capital social da CCR aos seus acionistas. Em 16 de dezembro de 2003, esses acionistas da SVE firmaram um contrato com a Ativia, AGC Participações, Serveng, Brisa e outros para regular a alienação da totalidade das ações de emissão da CCR até então detidas pelos acionistas da SVE. Com a conclusão da venda em 18 de março de 2004, os acionistas controladores possuíam a seguinte participação na CCR:

Acionista Percentual do Capital
Andrade Gutierrez 20,69%
Brisa 21,27%
Camargo Corrêa 21,27%
Serveng-Civilsan 21,27%

Finalmente, em 14 de maio de 2004, a CCR concluiu a sua segunda oferta pública de ações, aumentando o número de ações da Companhia em quase 20%. Após essa operação, a Companhia possuía a seguinte estrutura acionária:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 17.525.624 17,39%
Brisa 18.015.074 17,88%
Camargo Corrêa 18.015.075 17,88%
Serveng 18.015.076 17,88%
Outros 29.204.601 28,98%
Total: 100.775.450 100,00%

Em 1 de fevereiro de 2006, foi aprovado o desdobramento das ações existentes, passando cada ação ordinária a corresponder a 4 ações ordinárias, sendo que o capital social da Companhia passou a ser representado por 403.101.800 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. Em conseqüência do desdobramento de ações, ocorreu o aumento do limite do capital autorizado da Companhia, que passou a ser de 480.000.000 de ações ordinárias. A tabela abaixo mostra a estrutura acionária da empresa após o desdobramento:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 72.161.188 17,90%
Brisa 72.160.296 17,90%
Camargo Corrêa 72.160.300 17,90%
Serveng 72.160.304 17,90%
Novo Mercado 114.459.712 28,39%
Total: 403.101.800 100,00%

Nessa mesma data, também foi aprovada a alteração do artigo 3º do Estatuto Social da CCR, que descreve o objeto social da companhia, com a finalidade de ampliar a área de atuação da companhia em atividades relacionadas ao Setor de Infra-Estrutura de Transportes. nos seguintes termos: “a exploração no Brasil e/ou no exterior, direta ou indiretamente, e/ou através de consórcios, de negócios de concessões de obras e serviços públicos, especificamente a prestação de serviços de operação de estradas de rodagem, vias urbanas, pontes, túneis e infra-estruturas metroviárias”. No dia 9 de agosto de 2006, o Consórcio METROQUATRO, formado pelas empresas CCR, Montgomery Participações S.A., RATP Développement S.A. e Benito Roggio Transporte S.A., apresentou uma proposta para a concessão patrocinada para exploração dos serviços de transporte de passageiros da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo, abrangendo o trecho de Luz até Taboão da Serra. Dentre as propostas apresentadas, a proposta do CONSÓRCIO foi a que obteve a melhor classificação.Em 29 de novembro de 2006, a Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A., celebrou o Contrato de Concessão Patrocinada com o Governo do Estado de São Paulo, para a exploração dos serviços de transporte de passageiros da Linha 4 do Metrô, abrangendo o trecho da Luz até Taboão da Serra. Em fevereiro de 2007, a Mitsui Co. Ltd. passou a fazer parte do capital social da Concessionária.No dia 20 de dezembro de 2006, as concessionárias AutoBAn e ViaOeste celebraram os Termos Aditivos Modificativos 16 e 12 (“TAM”) aos respectivos Contratos de Concessão Rodoviária 005/CIC/1998 e 008/CIC/1997. Os Referidos TAM têm por objeto reequilibrar as equações econômico-financeiras dos Contratos de Concessão que sofreram os impactos decorrentes de diversas alterações tributárias e readequações dos cronogramas de investimentos. Conforme previsão dos Contratos de Concessão, a recomposição se deu por extensão dos prazos das concessões de 104 meses na AutoBAn e de 57 meses na ViaOeste. No dia 29 de agosto de 2007, o consórcio formado pela CCR (10%) e a Brisa – Autoestradas de Portugal S.A. (90%) assinou o contrato de concessão da Northwest Parkway. O consórcio pagou US$543 milhões pelo direito de explorar a concessão durante um prazo de 99 anos e o Contrato deverá ser assinado no próximo dia 31 de agosto de 2007. A rodovia faz parte do Anel Viário da região de Denver. A extensão atual da Northwest Parkway é de 14 km (8,9 milhas) e deverá ser estendia em mais 4 km (2,3 milhas) até 2020 quando o restante do anel de Denver também estiver concluído. A rodovia tem duas pistas em cada sentido e conta com três praças de pedágio, uma na pista principal e duas nos acessos.

Em 31 de outubro de 2007, a CCR inaugurou, em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Núcleo CCR de Infra-estrutura e Logística, que tem por objetivo ser um espaço dinâmico de geração do conhecimento, contribuindo para as discussões sobre os modelos de concessão, o papel da iniciativa privada no transporte brasileiro, o aprofundamento das questões relativas a parcerias público-privadas e outros temas relacionados ao setor. Em 1 de dezembro de 2007, a CCR integrou pelo terceiro ano consecutivo o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa. A CCR, em 2012, voltou a integrar o ISE. As ações integrantes do ISE são selecionadas entre as mais negociadas na BOVESPA em termos de liquidez e ponderadas na carteira de acordo com seus valores de mercado.

Em 29 de janeiro de 2008, a CPC assinou um Compromisso de Compra e Venda, para aquisição de 40% do capital social da Concessionária Renovias S/A. O investimento da CPC, sujeito às condições precedentes e aos ajustes previstos no referido Compromisso foi de R$ 265.000.000,00. O sistema Renovias é composto por cinco rodovias, numa extensão de 345,6 quilômetros e faz interface com 15 municípios do estado de São Paulo.

Em 11 de março de 2008 a CCR, com uma participação de 95%, e a Encalso com 5%, obtiveram a melhor classificação dentre as propostas de menor tarifa de pedágio apresentadas no processo licitatório da Concessão Onerosa do Rodoanel Mário Covas – Trecho Oeste. O leilão foi promovido pela ARTESP, sendo o seu critério de julgamento o menor valor de tarifa de pedágio. A tarifa apresentada foi de R$ 1,1684. A concessão tem um prazo de 30 anos e a CCR se tornou responsável pela execução dos serviços de recuperação, manutenção, monitoração, conservação, operação, ampliação, melhorias e exploração do trecho Oeste do Rodoanel.

Em 09 de fevereiro de 2009, a CPC celebrou, junto com a CCR e com a Brisa Participações e Empreendimentos Ltda., um Contrato de Compra e Venda, com a empresa CS Participações Ltda., seus acionistas e respectiva controlada BR Inspeções S.A. para a aquisição de 45% do capital social da Controlar S.A.

Em 04 de maio de 2009, foi anunciado o Contrato de Compra e Venda de Ações com a Brisa, para a venda da totalidade da participação da CCR (10% – dez por cento) na empresa Northwest Parkway, LLC, no valor de US$29.143.473,00. Em conseqüência ao Contrato de Compra e Venda supra, a Brisa passará a deter 100% da participação acionária da Northwest Parkway, LLC.

Em 21 de outubro de 2009, o Conselho de Administração aprovou o aumento de capital no montante de R$ 1.098,9 milhões, mediante a emissão de 33.300.000 ações ordinárias, ao preço de R$ 33,00 por ação, a liquidação financeira ocorreu em 27 de outubro de 2009. Assim a companhia passou a apresentar a seguinte composição acionária:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 71.411.188 16,2%
Brisa 72.160.300 16,3%
Camargo Corrêa 72.160.796 16,3%
Soares Penido Concessões 57.241.819 13,0%
Novo Mercado 168.422.697 38,2%
Total: 441.396.800 100,0%

Em Outubro de 2010, com a saída da Brisa do grupo de controle da CCR, a composição acionária ficou da seguinte maneira:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 70.202.496 15,90%
Aguilha 26.471.000 6,00%
Camargo Corrêa 72.160.796 16,35%
Soares Penido Concessões 57.241.819 12,97%
Novo Mercado 215.320.689 48,78%
Total: 441.396.800 100,00%

Em novembro de 2011, após o desdobramento das ações, a composição acionária ficou da seguinte maneira:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 300.149.836 17,00%
Camargo Corrêa 300.149.832 17,00%
Soares Penido Concessões 304.004.776 17,22%
Novo Mercado 861.282.756 48,78%
Total: 1.765.587.200 100,00%

Em dezembro de 2011, a concessionária ViaLagos celebrou o 8º Termo Aditivo Modificativo (TAM) ao Contrato de Concessão Rodoviária. O referido TAM tem por objeto reequilibrar a equação econômico-financeira do Contrato de Concessão, em decorrência de acréscimos às obrigações de investimentos da Concessionária, incluída a implantação de dispositivos de segurança para separação das pistas da rodovia, o alargamento da plataforma da via, pavimentação dos acostamentos, dentre outros; e redução dos valores atuais das tarifas de pedágio, que passaram a vigorar a partir de 13 de janeiro de 2012. Conforme previsto no Contrato de Concessão, a recomposição foi realizada mediante extensão por 15 anos do prazo da concessão.

No dia 16 de Janeiro de 2012, foi aprovada a inclusão no artigo 5 do Estatuto Social da CCR, que descreve o objeto social da companhia, com a finalidade de ampliar a área de atuação da companhia em atividades relacionadas ao Setor de Infra-Estrutura Aeroportuária, nos seguintes termos: “a exploração no Brasil e/ou no exterior, direta ou indiretamente, e/ou através de consórcios, de negócios de concessões de obras e serviços públicos, especificamente a prestação de serviços de operação de estradas de rodagem, vias urbanas, pontes, túneis e infra-estruturas metroviárias e aeroportuárias”.

Em 26 de abril de 2012 a CCR assinou o contrato de concessão para a outorga dos serviços de implantação, operação, manutenção, monitoração, conservação e realização de melhorias da Ligação ViaRio, pelo prazo de 35 anos. A construção da ViaRio faz parte do pacote de investimentos para a Olimpíada de 2016 que será realizada no Rio de Janeiro e a via expressa tem extensão de 13 (treze) quilômetros, ligando o bairro de Deodoro à Barra da Tijuca. O Consórcio Rio Olímpico é formado pela CCR (66,66%) e Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A. – Invepar (33,34%).

A CCR concluiu financeiramente, no dia 25 de maio de 2012, o Instrumento Particular de Compra e Venda de Ações e outras Avenças, celebrado entre sua controlada CPC e Andrade Gutierrez Concessões S.A., referente ao Aeroporto Internacional de Quito, no Equador. A CCR passou a ser detentora de aproximadamente 45,49% do capital social do referido aeroporto.

Em 2 de julho de 2012, a CCR concluiu as etapas previstas no Contrato de Compra e Venda de Ações e outras Avenças, passando a CPC a deter 80,00% das ações representativas do capital social da Barcas. A concessão das Barcas garante a CCR o direito de exploração das linhas regulares de transporte aquaviário de passageiros, no Estado do Rio de Janeiro, sendo esta a quinta maior empresa do mundo neste setor.

No dia 10 de setembro de 2012, a CCR concluiu financeiramente os Instrumentos Particulares de Compra e Venda de Ações e outras Avenças, celebrados em 2 de abril de 2012, entre suas controladas CPC e CCR España com a Andrade Gutierrez Concessões S.A., referente ao Aeroporto Internacional de San Jose, na Costa Rica. A CCR passou a ser detentora de 48,75% do capital social da concessionária do AISJ.

No dia 22 de outubro de 2012, a CCR concluiu financeiramente o Instrumento Particular de Compra e Venda de Ações e outras Avenças, celebrados em 18 de julho de 2012, entre sua controlada CCR España com Camargo Corrêa Investimentos em Infraestrutura S.A., referente ao Aeroporto Internacional de Curaçao, em Curaçao. A CCR passou a deter 40,8% do capital social do AIC.

Em 12 de junho de 2013, a CCR aumentou a participação no Aeroporto Internacional de Curaçao, em Curaçao. Por meio da CCR España, foi concluído financeiramente o Contrato de Compra e Venda de Ações da Janssen de Jong Caribbean Airport Constructors N.V. O objeto do Contrato foi a aquisição de 39,00% do capital social da Curaçao Airport Investments N.V. (“CAI”), detentora de 100% do capital da Curaçao Airport Partners N.V. (“CAP”), a qual é concessionária do HATO International Airport (aeroporto internacional de Curaçao) e de 100% do capital da Curaçao Airport Real Estate Enterprises N.V. (“CARE”), sociedade holding. Com a conclusão da aquisição, a CCR ESPAÑA passa a deter, diretamente e indiretamente, 79,80% das ações representativas do capital social da CAI.

Em 14 de junho de 2013, a CCR, por meio da CCR España, assinou o Contrato de Concessão, em regime de parceria público-privada, na modalidade de concessão patrocinada, dos serviços, fornecimentos e obras de implantação, operação e manutenção de sistema de transporte de passageiros através de Veículo Leve sobre Trilhos (“VLT”), na região portuária e central do Rio de Janeiro. A Concessão tem um prazo de 25 (vinte e cinco) anos. O consórcio VLT Carioca é formado pela CIIS S.A., controlada da CCR (24,9317%), Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A. – Invepar (24,9317%) e Odebrecht TransPort S.A. (24,9317%), RIOPAR Participações S.A. (24,9317%), Benito Roggio Transporte S.A. (0,2506%) e RATP do Brasil Operações, Participações e Prestações de Serviços para Transporte Ltda. (0,0226%).

Em 23 de agosto de 2013, a Comissão Especial de Licitação objeto do Edital nº 01/2013, promovida pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR, declarou vencedora, em referida data, a proposta apresentada pela Companhia de Participações em Concessões, controlada da CCR S.A., para a execução do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, em regime de parceria público privada e na modalidade de concessão patrocinada, com a implantação de obras civis e sistemas, fornecimento de material rodante, operação, manutenção e expansão.

Em 3 de outubro de 2012 foi realizada a conclusão financeira do Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças e a efetiva transferência de 10% das ações representativas do capital social da Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (“STP”), para a Sampras Participações Ltda., afiliada da Raízen Combustíveis S.A.. A CCR passou a deter 34,24% da participação societária da STP.

Em 15 de outubro de 2013, a Companhia do Metrô de Salvador, constituída integralmente pela CPC, assinou o Contrato de Concessão. A Concessão terá um prazo de 30 (trinta) anos, que se iniciou a partir da data da assinatura do respectivo Contrato.

Em 20 de dezembro de 2013, a proposta apresentada pela Companhia de Participações em Concessões, sociedade controlada pela CCR S.A., foi declarada vencedora na concessão para a recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade de trecho da BR-163/MS, em Mato Grosso do Sul. A Concessão terá um prazo de 30 (trinta) anos. A concessão do Sistema Rodoviário da BR 163/MS, numa extensão de 847,2 km, integra a 3ª etapa das concessões de rodovias federais. O trecho, que abrange as divisas do Mato Grosso e do Paraná, representa um total de 19 municípios pertencentes ao Estado do Mato Grosso do Sul. O contrato da MSVia foi assinado em 12 de março de 2014.

Em 24 de janeiro de 2014, a Diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC declarou vencedora a proposta apresentada pelo Consórcio Aerobrasil, para ampliação, manutenção e exploração do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, nos Municípios de Confins/MG e de Lagoa Santa/MG. Em 07 de abril de 2014, a Concessionária do Aeroporto Internacional de Confins S.A., constituída pelas empresas: (i) Sociedade de Participação no Aeroporto Internacional de Confins S.A. (a qual por sua vez é composta pela CPC, com 75,00%, Zurich Airport International AG, com 24,00%, e Munich Airport International Beteiligungs GmbH, com 1,00%), detentora de 51,00% de ações representativas do capital social da Concessionária; e (ii) Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero, detentora de 49,00% de ações representativas do capital social da Concessionária, assinou o Contrato de Concessão dos serviços descritos acima. A Concessão terá um prazo de 30 anos.

Em 31 de janeiro de 2014, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que, conforme comunicado divulgado à imprensa por sua controlada Controlar S.A. (“CONTROLAR”), a mesma encerrou suas atividades relativas ao Programa de Inspeção Ambiental Veicular na cidade de São Paulo a partir de 1º de fevereiro de 2014. A Companhia reitera a declaração da CONTROLAR, de que referida empresa continuará buscando na Justiça o reconhecimento de seus direitos, afetados pela decisão do Poder Concedente.

A partir de 31 de maio de 2015, a CCR encerrou a operação e administração da Ponte Rio-Niterói por meio da CCR Ponte.

Em 8 de junho de 2015, foi concluído financeiramente o Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças , regido sob a lei do Estado de Nova Iorque, Estados Unidos da América, firmado por suas controladas indiretas CCR España Emprendimientos S.L.U. e Alba Concessions Inc. , para aquisição de: 4,5% do capital social da Quiport Holdings, detidos por Aecon Airports Inc. e Black Coral Investments Inc.; 3,375% dos créditos oriundos da dívida subordinada da Corporación Quiport , detidos por Aecon Investments Corp e BLACK CORAL; e 50% do capital social da ADC&HAS Management Ltd. , detidos por ADC Management Ltd. e pela HAS Development Corporation.

Em 10 de setembro de 2015, a CCR firmou o Terceiro Termo Aditivo ao Acordo de Acionistas da Concessionária do RodoAnel Oeste S.A., refletindo a alteração da composição acionária vigente, na qual a CCR passa a deter 98,8554% das ações e a Encalso 1,1445% das ações da Companhia.

Em 23 de outubro de 2015, a CCR S.A celebrou Termo de Transferência de Ações sob Condições Suspensivas, com RATP DÉVELOPMENT S.A. (“RATP”), para exercício de direito de call pela Companhia mediante a transferência da totalidade das ações detidas pela RATP na controlada em conjunto, Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (“ViaQuatro” / “Concessionária”), correspondente a 2% das ações preferenciais da ViaQuatro, ou seja, 1% das ações representativas do capital social da referida Concessionária, condicionada à aprovação dos financiadores, não implicando na alteração do controle acionário.

Em 13 de novembro de 2015, a CCR USA adquiriu 70,0% do capital social da TAS, prestadora de serviços de gerenciamento e administração relacionados a atividades em aeroportos nos Estados Unidos da América. A CCR passa a deter, indiretamente por meio de sua controlada CCR USA, 70,0% do capital social da TAS.

Em 10 de dezembro de 2015 foi concluído financeiramente o Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças para aquisição de: (i) 4,5% do capital social da Quiport Holdings; (ii) 3,375% dos créditos oriundos da dívida subordinada da Corporación Quiport; e (iii) 50% do capital social da ADC&HAS Management Ltd. Com a conclusão a CCR passa a deter, indiretamente, 50% do Aeroporto Internacional de Quito. A partir de 2019 a CCR passou a deter indiretamente 46,5% das ações da Quiport. O Aeroporto Internacional de Quito está localizado em uma zona franca com isenção de imposto de renda até 2025. Sua concessão é por um período de 30 anos, terminando em janeiro de 2041. O Aeroporto Internacional de Quito foi responsável por 3,1% da receita operacional bruta em 2019.

Em 05 de fevereiro de 2016, a CCR S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em continuidade de Fato Relevante divulgado pela Companhia em 21 de outubro de 2015, referente às deliberações do Conselho de Administração da Companhia acerca das negociações para aquisição de imóvel situado nos Municípios de Cajamar e Caieiras, Estado de São Paulo, sua controlada Companhia de Participações em Concessões (“CPC”), celebrou Contrato de Compromisso de Venda e Compra sob condições resolutivas e outros Pactos, na condição de compromissária compradora, com a SPACE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., na condição de compromitente vendedora, tendo como intervenientes anuentes e garantidoras a CCR S.A. e a Companhia Melhoramentos de São Paulo e como interveniente anuente a Melhoramentos Florestal Ltda.

Em 16 de abril de 2016, a CCR S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi celebrado o 26º Termo Aditivo Modificativo ao Contrato de Concessão de Serviços Públicos 005/CR/1998, entre sua controlada Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes S.A. e o Estado de São Paulo, representado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo. O referido TAM tem por objeto a implantação das obras do Complexo Jundiaí – SP330 (Jundiaí), dispositivo de acesso no Km 84+600, pista sul – SP330 (Valinhos) e dispositivo de acesso ao Bairro Jardim São Francisco no km 110, pista sul – SP330 (Sumaré), no valor total de investimentos e custos de R$227.968.722,39 (duzentos e vinte e sete milhões, novecentos e sessenta e oito mil, setecentos e vinte e dois reais e trinta e nove centavos). A recomposição do equilíbrio da equação econômico-financeira do contrato de concessão, por se tratar de novos investimentos, foi realizada pela metodologia de fluxo de caixa marginal, mediante a extensão do prazo do Contrato de Concessão por 3 (três) meses e 15 (quinze) dias.

Em 23 de maio de 2016, a CCR S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi celebrado o 19º Termo Aditivo Modificativo ao Contrato de Concessão de Serviços Públicos 010/CR/2000 , entre sua controlada Rodovias Integradas S.A. (“CCR SPVIAS”) e o Estado de São Paulo, representado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.O referido TAM tem por objeto a implantação de duplicação da Rodovia João Mellão (SP-255), entre o km 254+280 e o km 261+420 – trecho urbano de Avaré, no valor total de investimentos e custos de R$177.099.391,95 (cento e setenta e sete milhões, noventa e nove mil, trezentos e noventa e um reais e noventa e cinco centavos). A recomposição do equilíbrio da equação econômico-financeira do Contrato de Concessão, por se tratar de novos investimentos, foi realizada pela metodologia de fluxo de caixa marginal, mediante a extensão do prazo do Contrato de Concessão por 10 (dez) meses e 7 (sete) dias.

Em 03 de agosto de 2016 foi celebrado o 20º Termo Aditivo Modificativo ao Contrato de Concessão de Serviços Públicos 010/CR/2000, entre sua controlada Rodovias Integradas do Oeste S.A. (“CCR SPVIAS”) e o Estado de São Paulo, representado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.O referido TAM tem por objeto a implantação de acesso no Km 116+700 da Rodovia SP-127 (Rodovia Antonio Romano Schincariol) às indústrias de Tatuí, no valor total de investimentos e custos de R$ 15.500.264,20 . A recomposição do equilíbrio da equação econômico-financeira do Contrato de Concessão, por se tratar de novos investimentos, foi realizada pela metodologia de fluxo de caixa marginal, mediante a extensão do prazo do Contrato de Concessão por 01 (um) mês e 01 (um) dia.

Em 31 de agosto de 2016, foi realizada a conclusão do Contrato de Compra e Venda de Ações e a efetiva transferência da totalidade das ações representativas do capital social da Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (“STP”), pela CCR e pelos outros acionistas, para a DBTrans Administração de Meios de Pagamento Ltda.

Em 09 de fevereiro de 2017, o Conselho de Administração aprovou o aumento de capital no montante de R$ 4.070,6 milhões, mediante a emissão de 254.412.800 ações ordinárias, ao preço de R$ 16,00 por ação, a liquidação financeira ocorreu em 15 de fevereiro de 2017. Assim a companhia passou a apresentar a seguinte composição acionária:

Acionista Ações Ordinárias %
Andrade Gutierrez 300.149.836 14,86%
Camargo Corrêa 300.149.832 14,86%
Soares Penido 304.004.776 15,05%
Novo Mercado 1.115.695.556 55,23%
Total: 2.020.000.000 100,00%

Em 20 de abril de 2017, a CCR comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, após cumprimento das condições precedentes previstas no Contrato, foi realizada sua conclusão financeira e a efetiva aquisição, pela CCR, de 15% (quinze por cento) das ações de emissão da VIAQUATRO, anteriormente detidas pela OTPP.

Em 24 de maio de 2017, CCR comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, após cumprimento das condições precedentes previstas no Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, foi celebrada Ordem de Transferência de Ações, a ser encaminhada ao banco custodiante das ações de emissão da VIARIO, contendo solicitação de transferência de 33,33% (trinta e três inteiros e trinta e três centésimos por cento) das ações de emissão da VIARIO, detidas pela OR à CCR.

Em 19 de janeiro de 2018, Comissão Especial de Licitação objeto da Concorrência Internacional nº 02/2016, promovida pelo Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos – STM, declarou como melhor classificada a proposta comercial apresentada pelo Consórcio VIAMOBILIDADE, formado pela CCR, na condição de líder do consórcio (83,34%) e RUASINVEST PARTICIPAÇÕES S.A. (16,66%), para a execução, em regime de concessão onerosa da prestação de serviço público de transporte de passageiros das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro da rede metroviária de São Paulo, compreendendo operação, manutenção, conservação, melhorias, requalificação e adequação e expansão.

Em 01 de outubro de 2018, a CCR comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que após o cumprimento das condições precedentes, sua controlada indireta CCR España Concesiones y Participaciones S.L.U., concluiu, a aquisição objeto do Contrato de Compra e Venda de Ações entre SJO Holding Ltd., Airports Worldwide Holding B.V., OSI Penco Corporation, OMERS Strategic Investments Corporation, mediante interveniência-anuência da Companhia, para aquisição indireta, respectivamente, de 48,40% da Aeris Holding Costa Rica, S.A., concessionária do Aeroporto Internacional Juan Santamaria e de 49,64% da Inversiones Bancnat S.A. (“IBSA”), detentora de determinados ativos financeiros da AERIS.

Em 01 de novembro de 2018, a CCR comunica aos acionistas e mercado em geral que, a Comissão responsável pela Licitação objeto do Edital nº 01/2018, promovida pela União, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (“ANTT”), declarou vencedora a proposta apresentada pela Companhia de Participações em Concessões (“CPC”), referente à concessão para a exploração da infraestrutura e da prestação do serviço público de recuperação, operação, manutenção, monitoração, conservação, implantação de melhorias, ampliação de capacidade e manutenção do nível de serviço do Sistema Rodoviário, ViaSul.

Em 11 de Março de 2019 a Comissão Especial de Licitação da Concorrência Internacional nº 01/2017 (“Concorrência”), promovida pelo Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos – STM (“STM”), declarou como melhor classificada a proposta comercial apresentada pelo Consórcio ViaMobilidade Linha15 (“CONSÓRCIO”), formado pela CCR, na condição de líder (80%) e RUASINVEST PARTICIPAÇÕES S.A. (20%), para a execução, em regime de concessão onerosa da prestação de serviço público de transporte de passageiros da Linha 15-Prata da rede metroviária de São Paulo, com tecnologia de monotrilho, compreendendo operação, manutenção, conservação, melhorias e expansão.

Em 23 de Julho de 2019 a CCR S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral, nos termos da Instrução CVM nº 358, de 03.01.2002, conforme alterada, que, sua controlada direta CIIS – Companhia de Investimentos em Infraestrutura e Serviços, atingiu, na presenta data, participação societária equivalente a 50,31% (cinquenta vírgula trinta e um por cento) do capital social da Concessionária do VLT Carioca S.A.

Em 17 de julho de 2020, celebrou instrumentos contratuais prevendo as aquisições, pela Companhia, sujeitas à verificação de determinadas condições suspensivas, da totalidade das participações societárias detidas pela Cesbe Participações S.A. e pela Porto de Cima Concessões S.A. na Rodonorte – Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (“Rodonorte”), equivalentes a, respectivamente, 7,34% e 5,45% do seu capital social. Em 31 de agosto de 2020, foram consumadas as aquisições, e, com isso, a Companhia, passou a ser detentora de 100% do capital social da RodoNorte.